domingo, 5 de julho de 2015

Vida, uma tragicomédia, na qual todos co-atuam.


Somos todos atores e co-atores da existência. Nos influenciamos mutuamente, numa incessante luta pelo não sei o quê.
Se por um momento olhássemos a atuação da humanidade com olhos "não humanos", poderíamos enxergar as disputas pelo poder, como uma comédia trágica. Sinónimo de pura perda de tempo.
Convivemos diariamente num constante avançar e recuar. O jogo do vai e vem começa, assim que a criança passa a mostrar o que quer. Daí em diante dá-se início aos conflitos inerentes à educação familiar. "Aí não! Agora não. Tira isto da boca! Não pode. Ainda não. Passa pra cá. Por ali. Saia já daí! Não deverias. Já não aguento mais!..." . "Buááá. Deixa, vai? Não fui eu, foi fulano. Compra, eu quero. Me deixa! Não encha o saco! Tá bom, vai..."
Em casa, na vida conjugal, com os filhos, com os bichos de estimação;  com os parentes; no trabalho; na rua; vizinhança, existe sempre uma disputa por alguma coisa entre as pessoas.  Este seria o lado trágico das relações, aquele que mexe com o emocional das pessoas.
O lado cómico é a futilidade da disputa por bens materiais, da acumulação de riquezas através da violação dos direitos dos "outros". "Outros" quer dizer: não só os humanos.  É aquela disputa que não irá levar ninguém a lado nenhum. Porque não existe (genuinamente) o pobre ou o rico. A prova de que somos rigorosamente iguais, está no fato de estarmos todos caminhando para um mesmo fim: a desintegração. Somente quando se chega a esse momento, é possível ver que de nada adiantou tantas disputas enquanto vivos.
Se ao invés de encararmos a vida como uma luta, a víssemos como uma brincadeira ou até mesmo como uma festa, a maior parte das dores do mundo nem existiria.


segunda-feira, 15 de junho de 2015

ALIMENTOS PROCESSADOS (pode conter vestígios de) - uma quebra de conduta ou um perigo à saúde


Noutro dia resolvi ler a composição de uma lasanha que dizia ser um produto VEGETARIANO. Para o meu espanto, estava escrito: pode conter vestígios de peixe, moluscos e crustáceos.
Ao chegar em casa, resolvi ler, por curiosidade, a embalagem dos croquetes de soja da mesma marca, que eu costumava consumir e estava escrito, a mesma coisa.
Ora, se a marca é destinada ao consumidor vegetariano, por que há vestígios de animais no produto?! Por que há também leite e ovos em sua composição? Por que em outros produtos como chocolates, pode também conter vestígios de outros ingredientes, por vezes até letais para quem é alérgico? E por que um produto não é genuíno? Como esses vestígios vão parar nos produtos? Seriam produzidos sem o devido cuidado? Por vezes, a couve já picada, ao ser cozida, exala cheiro de peixe. A batata pré-frita cheira a gordura de porco.
Onde está a responsabilidade das empresas produtoras de alimentos, nesses casos e, dos órgãos responsáveis pela fiscalização da produção de alimentos processados?
Não estariam as empresas produtoras desses alimentos, desconsiderando a filosofia de vida de uma boa percentagem do mercado? E não só, de pessoas alérgicas.
Se não se pode confiar na composição de um alimento, melhor deixar de comprá-lo.

ANIMAIS DOMÉSTICOS NÃO EXISTEM

Os defensores dos cãezinhos, gatinhos e demais animais abandonados vão discordar de mim, mas na minha opinião, cada um deveria viver no seu "quadrado". Já tive cães e gatos e não descarto a possibilidade de voltar a tê-los, mesmo achando errado. Incoerência sim, mas enquanto eu não tiver um quintal, tentarei evitar.
         Vejo aquelas campanhas nas redes sociais e porta dos supermercados para recolha de alimentos, agasalhos; adoção de cães e gatos abandonados; campanhas para não sacrificarem os cães treinados por empresas de segurança, porque a lei proibiu o uso desses animais. Começo a pensar numa solução simples que resolveria o problema de uma vez por todas. Por que não investir em treinamento desses animais, para retornarem ao seu habitat, a selva? Afinal, não existe animal doméstico a não ser o humano, que por sua vez, retirou alguns animais do seu ambiente natural para torná-los úteis a si. E mais nada. Quando não os exploram, tentam fazer dessas criaturas um membro da família. Porém, desde que inventaram o "sacrifício" para aliviá-los do sofrimento, nem todas as pessoas se dispõem a cuidar de um cão velho e enfermo até o seu último suspiro.
Em países onde, ter uma casa com quintal é para rico, andar nas calçadas sem o mínimo de atenção, nem pensar! É como pisar em campo minado. É mesmo ali que os cães são levados a fazer as suas necessidades fisiológicas. Quantas cidades perdem a sua beleza por terem os postes e paredes manchados de urina e calçadas cheias de cocô, mesmo em frente aos estabelecimentos que servem refeições. Nem os parques e as áreas de lazer escapam. Uma criança a brincar na relva ou adulto a fazer exercícios físicos, pode sair com a roupa toda suja.
         Quanto mais um outro animal se assemelha ao humano, em termos de atitude, mais desperta o seu interesse em mantê-lo em cativeiro. Noutro dia vi um furão preso numa trela a "passear" no parque, doidinho para fugir para o mato a sua volta. Ninguém o deixaria fugir, pois, talvez tenha custado caro e eles o amam. Por isso o livram dos predadores e lhe servem alimento industrializado. Há alguns anos, observava alguns elefantes , presos no fundo de um circo. Eles executavam uma coreografia repetitiva, como que para contornar a fadiga. Não gosto nem de lembrar. A minha vontade era de pular aquela cerca e libertá-los... aí, quando dá a louca e eles saem pisando em todos, a solução é abatê-los; eu diria assassiná-los, mas errar é humano.
 Mesmo um pássaro, uma iguana numa gaiola ou um peixinho num aquário, nada mais são do que prisioneiros usados para transmitirem boas sensações auditivas ou visuais ao humano. Isto se aplica também aos cães e gatos, mesmo que sejam criados com total mordomia. Mesmo sabendo que transmitem diversas doenças aos humanos, as pessoas insistem e conviver com esses animais. Partilham a sua cama, sua banheira e até mesmo pratos e talheres.  Vídeos nas redes sociais mostram cães a lamber o rosto, a boca de bebês e os  comentários são " que fofo, que lindo". Será que essas pessoas não lembram que os cães lavam seus ânus com a mesma língua que lambem a boca das criancinhas? Que as bactérias existentes no organismo desses animais são diferentes, das que nos parasitam e que isso pode causar doenças? Tudo bem, é a forma que eles têm de acariciar, entendo perfeitamente, mas...
Se ao invés de campanhas para adoção de cães e gatos abandonados, se ao invés de sacrificar animais, as instituições fizessem um treinamento para resgatar nesses animais, os seus instintos naturais de caça, para que pudessem sobreviver em seu ambiente natural? Eles deixariam de ser um problema e teriam as suas situações resolvidas. Melhor do que matá-los, em algumas circunstâncias, seria.
          Aí tem gente que irá dizer: "ah, mas eles são animais domésticos!". Domésticos não; domesticados.

A QUASE IMPOSSÍVEL ARTE DE SER VEGETARIANA

 Hoje fui ver a minha caixa do correio e lá estava um envelope grande e todo amassado. Pensei: mas como conseguiram introduzir isso aqui, será uma bomba?! Não, era um presente de um amigo: 2 pacotes de balas de algas vindas do Brasil. Sou louca por  balas(rebuçados) de algas! Estou meio de dieta para perder um quilos e não procurá-los mais.
Fui verificar a fórmula das delícias, mesmo sabendo que não teria muita opção: ou açúcar natural de cana ou de laboratório(aspartame). As balas continham sacarose, sim e como corante a tal da Cochonilha. Eu nunca tinha ouvido falar em Cochonilha e fui pesquisar. Foi com muito espanto que descobri que se tratava de um inseto. Eu ingeria  insetos e nem sabia! Vida dura é essa de vegetariana por compaixão aos demais animais. Como sabermos de tudo o que vai na fórmula de cada alimento industrializado?
Realmente não há muitas opções, porque mesmo sem querer acabamos por consumir animais. Porém eu me questiono agora: eu que me defino como uma vegetariana e faço questão de não comer animais, a minha compaixão não seria apenas por aqueles que eu consigo constatar a sua agonia e sofrimento? Animais menores também são sacrificados para evitar moléstias ou apenas por serem incômodos. Os vírus, bactérias, piolhos, carrapatos, pernilongos ,moscas, formigas, baratas, etc. Mas e aí, cadê a minha piedade? Algo para ser pensado.
Se quiserem saber mais sobre os corantes à base de insetos, recomendo eta leitura.
http://alimentandoadiscussao.com/2014/02/04/carmim-de-cochonilha-insetos-na-minha-comida/

terça-feira, 9 de julho de 2013

QUE OFENSA, DESCONHECEM O BRAZIU!


... pelo que entendi, foi um vídeo gravado e editado por estudantes brasileiros, no Canadá. Entrevistavam pessoas de várias partes da Terra, atuantes naquele campus universitário, com perguntas básicas como: se já ouviu falar do Brasil, em que continente fica, qual a sua língua oficial, os costumes... Foi o que deu para perceber, pois tiraram o áudio e deixaram só as legendas das respostas… aff.

A intenção do vídeo é óbvia, basta ler os comentários e ver a reação da maioria dos brasileiros após terem assistido ao documentário. Como sempre achando um absurdo, quando as pessoas que nasceram e estudaram na Conchinchina, respondem que a língua falada no Brasil é o Espanhol e que a sua capital é o Rio de Janeiro ou São Paulo. Mesmo que no meio dos entrevistados tenha alguém um pouco mais atento, que já tenha ouvido falar em Brasília e arrisca um tímido palpite.Mesmo assim, há os brasileiros que se ofendem ao perceberem que noutras partes do planeta, não sabem quase nada sobre o seu país, acham que todas as pessoas do mundo têm essa obrigação. Ora, quem tem de estudar e decorar a Geografia do Brasil é quem estuda no ensino básico deste respectivo país. Mesmo assim alguns brasileiros acham que todos os habitantes do planeta, têm de saber qual é a capital do seu país, que língua que se fala nele, quais os costumes, número de habitantes, que lugar o Brasil ocupa na economia mundial, quantos títulos tem no campeonato mundial de futebol, até quantas estrelinhas tem na bandeira do Brasil…

Se esses mesmos brasileiros soubessem que, nem mesmo em Portugal há quem não saiba o nome da capital do Brasil, teriam uma síncope. Uma chiliquice narcisista na hora! “O queeeeê!?” É isto mesmo. Em conversa informal já perguntei a adultos e crianças e me responderam a mesma coisa: que a capital do Brasil é São Paulo ou Rio de Janeiro. Isto depois de titubearem. Por uma razão para lá de óbvia: são as cidades que eles mais ouvem falar e automaticamente gravam os nomes.

O brasileiro sofre da síndrome do patriotismo exacerbado que lhe é impingido desde a segunda infância, quando entra na escola. Se alguém fala que não conhece o Brasil cá fora, é um drama.

Será que a maioria dos brasileiros saberiam responder, assim de supetão, quais os nomes dos outros países lusófonos? Ah, mas não mesmo! Quanto mais, quais são as suas capitais, em que continente ficam, os costumes. Porque nem eu sabia da existência do Timor Leste, nem que na Guiné Bissau e no meio da Índia e China se fala Português, até vir morar fora do Brasil. Naquele tempo nem se usava a internet tanto quento hoje, mas mesmo assim.

Ora, ninguém é obrigado a gostar de Geografia e nem mesmo de saber quantos países existem no mundo. Sei que são uns duzentos e tais, porque se formos pesquisar, nem um número preciso, teremos. Porque as independências tem de ser reconhecidas pela ONU, sei que lá mais, coisa e tal, isso e aquilo.

Noutro dia estive no Parque das Nações, em Lisboa, pela enésima vez e descobri mais uns dois países que eu nunca tinha ouvido falar na vida, tanto que nem os nomes eu decorei. Parece que cada vez que vou lá e ponho-me a olhar as plaquinhas nos mastros das bandeiras, descubro um novo país e fico pensando, se houve mais independências no globo terrestre ou não. Este que aliás, continua girando e translando sem nem se dar conta de que carrega em si tantas celebridades: Brasil, "América", G8, G20… 
Ah, o braziu é meu e escrevo como eu gosto (e ouço).

sábado, 6 de julho de 2013

O SORRISO E A DIVERSIDADE


Eu, assim que cheguei a Portugal a trabalhar em um Café, fui tentar conversar com uma cliente francesa: Tu es professeur de Français?
Ela: Pardon?
Eu, no call center: Je ne parle pas Français très bien.
Ela: kkkkkkkkkkkkk
Ela , a senhora do caixa de um supermercado (falando baixo para ninguém perceber): O que é isto?
Eu: beterraba.
E ela de novo: O que é isto?
E eu: É coco (rsrsrs).
Ela, toda sem jeito e chateada: é que eu não conheço isto( falando baixinho).
Ela ficou sem graça, porque não queria parecer ignorante. Eu não a achei uma ignorante, só achei engraçado alguém desconhecer um coco. Mas o que é conhecido para uns, pode não ser para outros. É no que dá morar em cidade cosmopolita! A senhora poderia usar a situação, para aprender mais uma curiosidade.
Eu ri, mas não foi de deboche. Ela, a francesa também não riu de deboche (acho eu).
É que é engraçado ver alguém não conhecer o que para nós é tão comum. Afinal, o coco é tão usado em bolos e doces. Ah, mas já vem no saquinho. O bagaço do coco…
A miúda tinha acabado de chegar do Brasil e estávamos as duas na fila do supermercado, quando o rapaz do caixa nos perguntou o que era aquela fruta (abacate). Ela começou a rir sem parar, deixando o rapaz e eu constrangidos. Ela não o fez por mal. É que às vezes o riso, se traduzido pode querer dizer: "como você ainda não conhece algo já tão comum nos supermercados daqui!?".
Apesar de que certos risos, se traduzidos, melhor seria se não tivessem sido. Ontem mesmo eu recebi um sorriso torcido, que traduzido diria algo como: "você é uma estrangeira ignorante". Por inúmeras vezes tento explicar que quero um alimento sem carne e as pessoas pensam que estou me referindo à carne bovina. Aí dizem: “este alimento não contém carne; só frango, peixe, crustáceos”. Aff, para mim, tudo o que ‘não dá na árvore’ é carne. Se não estou num estabelecimento, cuja especialidade é a comida vegetariana, difícil é explicar que quero algo que não contenha produtos de origem animal, se em tudo tem leite, ovos. Estes ingredientes eu até posso tolerar, o que eu não quero é ca-dá-ver. "Mas se os vegetais estão mortos, também são cadáveres." Deixa quieto, vai…
Mas o sorriso é uma forma de comunicação não verbalizada, ou seja, que não usa as palavras sob a forma de sons, para se dizer o que se pensa, mas que pode transmitir muitos sentimentos, até mesmo de raiva ou de desprezo.
Ao receber sorrisos tortos, palavras depreciativas, por ser estrangeiro, muita gente sai correndo de volta ao país de origem. Eu não. Quero é mais conhecer a diversidade. Quanto mais eu fico, mais eu conheço. E se pudesse, conheceria mais ainda. Paro para observar que damasco aqui é mato, enquanto que no meu país é artigo de luxo. E fico apreciando um pé carregadinho de maçãs e de pera rocha. Ops, um pé é carregadinho de dedos e não de frutas! É que lá onde eu nasci se diz pé de frutas e aqui se diz árvore de frutas. Lá se diz chupar laranja e aqui se diz comer laranjas. Mas lá também, na minha cidade se diz: cá fora (como se diz aqui) e noutra região do Brasil, riam de mim quando eu dizia isto, porque lá se diz (não, se fala): aqui fora.
E as pessoas quando ouvem algo diferente, a primeira reação que vêm é o riso. O riso deveria unir e não separar. Depende, quando se ri de quem leva um belo tombo, eu não acho graça nenhuma. Quando eu escorreguei aqui pela primeira vez, fiquei esperando um riso que não veio. Que bom! Um senhor veio me levantar, todo preocupado. Ai, foi como um beijinho no dodói, tão bom! Ele perguntou: magoou-se? E eu fiquei admirada com tanta gentileza. Voltando ao riso... Por outro lado, se saio de sombrinha ou guarda-sol na rua, em dia de verão, o que vejo de risinhos contidos me deixam com vontade de ir embora. E voltando à gentileza, eu estava no centro de Lisboa, numa paragem do bus (é assim que os jovens falam e acho mais chique), quando vesti uma manga do casaco, percebi que a outra já estava esperando a minha mão. Um gentil primo (africano) já estava a me auxiliar, com todo o respeito. Fiquei admirada e contente por conhecer mais uma curiosidade. Será que lá no país dele é assim? 
E para não perder o foco no riso, certa vez eu estava no supermercado eu ouvi uma criancinha feminina a dar gargalhadas altas e gostosas, e o irmão que já tinha atingido a fase do superego a repreendê-la dizendo: não rias assim! Na época eu achei aquilo triste, mas agora eu já acho esquisito ver alguém rindo às gargalhadas. No país onde nasci, o sorriso é algo bom, simpático, hospitaleiro (a não ser quando alguém cai, né). Depois que me desacostumei daquele jeito de viver, passei a ver o riso exagerado como algo estranho.
Dentro do meu próprio país, eu tinha migrado de uma cidade, onde havia muitos amigos que me faziam rir até doer o abdômen, para uma região onde raramente eu encontrava alguém com esse espírito cômico. Quando fui passear na minha cidade, um adolescente olhou para a minha cara e disse para a sua amiga: "mas você é feia hein, fulana!". Fiquei brava, achei aquilo o fim da picada, retruquei. Como pode um miúdo que nunca me viu, mexer comigo assim! Eu havia me desacostumado. Lá, ainda era normal alguém mexer com quem estivesse quieto. Era divertido, mas para mim já passara a ser absurdo.
Noutro dia eu estava sentada na esplanada de um shopping, ao lado de uma mesa onde havia uma família de traços e indumentárias meio de lá de perto da Índia, talvez do Paquistão, tal-vez. A mãe me olhava e olhava. Logo depois, pai e filha me olhavam e riam. Após certificação, não havia nada de errado comigo. Fiquei intrigada com aquele comportamento, porque o estilo deles é que era diferente ali. Será que na cultura deles também se ri dos outros?
Migrar faz sofrer; faz nada! Depende da forma como se vai usar a migração. Se de uma maneira penitente ou contemplativa.
Quem não consegue ver a diversidade com bons olhos, vai ter que ficar sem conhecer as culturas alheias. Ou terá de se mudar para as aldeias, onde nem sempre estarão livres dos intrusos, kkkkk. 
Viva o riso e a diversidade!

sexta-feira, 5 de julho de 2013

SOBRE A DESPENALIZAÇÃO DO ABORTO





Toda vez que se fala na aprovação da Lei de despenalização do aborto, há quem seja contra, há quem seja a favor, mas prefere não se pronunciar e há quem tenha a coragem de dizer que é a favor.
Em se tratando de países, onde a maioria da população é cristã, os líderes vão ser sempre contra. E os seus seguidores também, baseados nos princípios religiosos, ou seja, naquilo que as pessoas acreditam.
O meu argumento sempre foi: se você fosse filho de um estuprador e pudesse, na condição de feto, escolheria não ser morto; o filho é "metade a mãe", coisa e tal, isso e aquilo... Porém hoje penso que é complicado julgar.  Pôr uma criança no mundo e descartar num orfanato, para passar por certas dificuldades ou abortar? Se eu estivesse na pele de certas crianças, preferiria ter sido abortada. 
Se a gente for parar pra pensar no que é justo ou injusto acaba pirando de vez. Quanto à lei que despenaliza o aborto, só dá o direito às pessoas de escolherem se farão ou não. Porque com lei ou sem ela, o aborto irá continuar a existir, mesmo que na clandestinidade.
Concordo com quem cita o bandido que matou o pobre menino no Uruguai. Se tivesse sido abortado, seria um bandido a menos para fazer malvadezas. 
Até entendo o lado romântico da concepção , mas a natureza não tá nem aí, tanto para conceber, quanto para o assassinato. Punição divina, é coisa inventada pelos humanos, do sexo masculino, que subestima e subjuga o sexo oposto. Daí a ocorrência do estupro e das leis messiânicas e ditadoras que, infelizmente funcionam até hoje contra a mulher. Numas culturas mais; noutras menos, mas existem.
Há assassinatos nas guerras, que merecem condecoração. O mundo está todo errado, não podemos consertá-lo. Então fica difícil discernir o assassinato do "assassinato".
 Concordar ou não com as leis, é uma questão de se estar de acordo com quem as cria ou simplesmente neutro. A neutralidade pode denotar uma acomodação ou passividade. Devemos todos ser militantes? É complicado viver no mundo sem ter de tomar uma posição. Estar contra ou favor das reivindicações, sabendo que poderão favorecer a todos, até quem não reivindicou. 
Estarei protestando nas ruas porque concordo com todas as reivindicações? Sou a favor de todas as formas de manifestações? 
Posso ser a favor da reforma política no meu país, mas não concordar com a forma como as demais pessoas estão fazendo essa reivindicação. 
É complicado morar no mundo. Portanto, prefiro deixar que o mundo cuide do mundo.

domingo, 5 de setembro de 2010

REENCARNAÇÃO CIENTÍFICA

Como disse Lavoisier, em outras palavras, aqui na Terra, como em todo o Universo, tudo vive em constante transformação. Se analisarmos esta afirmação em profundidade, chegaremos à mesma conclusão, podendo-se até dizer que qualquer ser vivo encarna, desencarna e reencarna visivelmente em corpo.
Num dos livros da bíblia lê-se que o homem foi criado a partir do barro, usado como matéria-prima. Dentre as várias interpretações, há uma que fala que todo ser vivo é formado de elementos telúricos. Há quem afirme que por essa razão o barro tem poder curativo. Noutro trecho da bíblia lê-se que o homem veio do pó da Terra e que ao pó retornará. Então pode-se concluir que todo ser vivo; ao morrer, retorna ao elemento terra, seja de que forma for. Com a decomposição, reintegra-se ao planeta sob a forma de fragmentos. Sendo uma partícula, passa daí a algum tempo, do reino mineral ao vegetal, podendo ou não passar a fazer parte de um animal, para acabar por retornar à porção terra de onde veio, numa sucessão constante e interminável. A isso poderia se chamar de eternidade.
Jamais os seres deste planeta deixarão de participar desse sistema de transformação. A isso poderia-se chamar de reencarnação. Esta sim, incontestável por ser palpável, pois se dá a cada momento na natureza.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

VIVER SEM MATAR

http://www.youtube.com/watch?v=rNrZKDpE3LE&feature=related

O vídeo acima diz muito, mas para quem não quer, as desculpas para continuar a comer carne são diversas: porque me ensinaram; não fui eu quem matou; me faltarão proteínas; porque eu gosto; não se pode sobreviver sem matar alguém... Este foi o argumento mais forte que já ouvi até hoje.
Realmente ser vegetariano não quer dizer nada, quando a razão é a solidariedade pelos outros seres vivos. Afinal um vegetal é também um ser vivo; pior ainda um ser que não fala, não grita, não corre. Um ser que não pode fugir, que está vulnerável a qualquer ataque da natureza, porque encontra-se literalmente plantado no solo. Se fala, não podemos ouvi-lo, portanto se não se comunica. Como não exprime emoção, então não sentimos piedade. Aparentemente não sente dor, então não nos toca emocionalmente. 
Um vegetariano dizer que não come cadáver, é mentira, porque um vegetal está morto. Dizer que é por respeito e que não mata para comer também é mentira, porque se um vegetariano come arroz está comendo um vida latente. Se come as raízes, terá de matar a planta para retirá-la. No leite também há seres vivos. Portanto é complicado viver sem ter de matar. 
Se eu pudesse não mataria ninguém para sobreviver, mas ainda não sou suficientemente evoluída nem disposta para comer somente alimentos que não contém vida dentro de si. Afinal não seria assim tão fácil. Daria o trabalho de selecionar os alimentos, comer uma fruta ou legume sem inutilizar as suas sementes, guardá-las e depois plantá-las...comer as raízes somente depois de a planta completar o seu ciclo de vida. Deixar de consumir sementes, seria abster-se de alimentos ricos em elementos essenciais à saúde. Seria mesmo complicado deixar de consumir trigo,aveia,arroz,feijão...não comer mais verduras,para não fazer as plantas sentirem dor...pois,acho que de minha parte vai ter de ficar para a próxima encarnação,porque ainda estou longe de atingir esse estado de evolução.
Uma parte da humanidade luta contra a matança dos animais, os quais acham que devem ser preservados, como os golfinhos. Coitadinhos, tão bonitos, tão inteligentes e os japoneses vão lá e os matam. Mostram um mar de sangue que sensibiliza a todos ou quase todos. Ah, mas não sensibiliza a ninguém um mar de sangue de sardinhas!? "Ah, as sardinhas são gostosas e os golfinhos engraçadinhos, são inteligentes, porque se comportam como os humanos. As sardinhas são estúpidas e só servem para alimentar". Oh, prepotência humana! Defendem os animais em extinção. Quanta hipocrisia! Os animais mais bonitinhos são preservados; os nojentos, não. Os ratos e baratas, o mosquito da dengue também são formas de vida! "Eh, mas são tão nocivos e diferentes dos humanos, que não merecem viver, porque os humanos são a imagem e semelhança de deus, o resto é resto, são seres inferiores". Oh santa prepotência humana! Nós, humanos ainda estamos tão longe daquilo que se pode chamar evolução! 

domingo, 13 de dezembro de 2009

PRIMAVERA 2007




Como não vivo em Portugal desde sempre, fico admirando a beleza da natureza tão diferente do meu país. Fico imaginando como seria tudo isto antes de ser urbanizado e penso que deve ter sido um território belíssimo. Este lugar fica em Corroios, uma área de tamanho considerável, onde as flores do campo desabrocham na primavera, sem a assistência humana. Aqui a natureza semeia e cuida. Estas flores proporcionam este espetáculo, que por aqui ninguém dá valor. Para quem nunca teve primavera florida e gosta de apreciar, como eu, fica maravilhado. Eh, a natureza cuida, mas o humano destrói. Me chateio quando vou a caminho de Lisboa, ao ver que quando as flores estão lindas a enfeitar as beiras das estradas, vão lá os funcionários da Câmara e as ceifam. Poderiam esperar, porque elas secam naturalmente ao término da estação.