sexta-feira, 5 de julho de 2013

SOBRE A DESPENALIZAÇÃO DO ABORTO





Toda vez que se fala na aprovação da Lei de despenalização do aborto, há quem seja contra, há quem seja a favor, mas prefere não se pronunciar e há quem tenha a coragem de dizer que é a favor.
Em se tratando de países, onde a maioria da população é cristã, os líderes vão ser sempre contra. E os seus seguidores também, baseados nos princípios religiosos, ou seja, naquilo que as pessoas acreditam.
O meu argumento sempre foi: se você fosse filho de um estuprador e pudesse, na condição de feto, escolheria não ser morto; o filho é "metade a mãe", coisa e tal, isso e aquilo... Porém hoje penso que é complicado julgar.  Pôr uma criança no mundo e descartar num orfanato, para passar por certas dificuldades ou abortar? Se eu estivesse na pele de certas crianças, preferiria ter sido abortada. 
Se a gente for parar pra pensar no que é justo ou injusto acaba pirando de vez. Quanto à lei que despenaliza o aborto, só dá o direito às pessoas de escolherem se farão ou não. Porque com lei ou sem ela, o aborto irá continuar a existir, mesmo que na clandestinidade.
Concordo com quem cita o bandido que matou o pobre menino no Uruguai. Se tivesse sido abortado, seria um bandido a menos para fazer malvadezas. 
Até entendo o lado romântico da concepção , mas a natureza não tá nem aí, tanto para conceber, quanto para o assassinato. Punição divina, é coisa inventada pelos humanos, do sexo masculino, que subestima e subjuga o sexo oposto. Daí a ocorrência do estupro e das leis messiânicas e ditadoras que, infelizmente funcionam até hoje contra a mulher. Numas culturas mais; noutras menos, mas existem.
Há assassinatos nas guerras, que merecem condecoração. O mundo está todo errado, não podemos consertá-lo. Então fica difícil discernir o assassinato do "assassinato".
 Concordar ou não com as leis, é uma questão de se estar de acordo com quem as cria ou simplesmente neutro. A neutralidade pode denotar uma acomodação ou passividade. Devemos todos ser militantes? É complicado viver no mundo sem ter de tomar uma posição. Estar contra ou favor das reivindicações, sabendo que poderão favorecer a todos, até quem não reivindicou. 
Estarei protestando nas ruas porque concordo com todas as reivindicações? Sou a favor de todas as formas de manifestações? 
Posso ser a favor da reforma política no meu país, mas não concordar com a forma como as demais pessoas estão fazendo essa reivindicação. 
É complicado morar no mundo. Portanto, prefiro deixar que o mundo cuide do mundo.

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