segunda-feira, 15 de junho de 2015

ANIMAIS DOMÉSTICOS NÃO EXISTEM

Os defensores dos cãezinhos, gatinhos e demais animais abandonados vão discordar de mim, mas na minha opinião, cada um deveria viver no seu "quadrado". Já tive cães e gatos e não descarto a possibilidade de voltar a tê-los, mesmo achando errado. Incoerência sim, mas enquanto eu não tiver um quintal, tentarei evitar.
         Vejo aquelas campanhas nas redes sociais e porta dos supermercados para recolha de alimentos, agasalhos; adoção de cães e gatos abandonados; campanhas para não sacrificarem os cães treinados por empresas de segurança, porque a lei proibiu o uso desses animais. Começo a pensar numa solução simples que resolveria o problema de uma vez por todas. Por que não investir em treinamento desses animais, para retornarem ao seu habitat, a selva? Afinal, não existe animal doméstico a não ser o humano, que por sua vez, retirou alguns animais do seu ambiente natural para torná-los úteis a si. E mais nada. Quando não os exploram, tentam fazer dessas criaturas um membro da família. Porém, desde que inventaram o "sacrifício" para aliviá-los do sofrimento, nem todas as pessoas se dispõem a cuidar de um cão velho e enfermo até o seu último suspiro.
Em países onde, ter uma casa com quintal é para rico, andar nas calçadas sem o mínimo de atenção, nem pensar! É como pisar em campo minado. É mesmo ali que os cães são levados a fazer as suas necessidades fisiológicas. Quantas cidades perdem a sua beleza por terem os postes e paredes manchados de urina e calçadas cheias de cocô, mesmo em frente aos estabelecimentos que servem refeições. Nem os parques e as áreas de lazer escapam. Uma criança a brincar na relva ou adulto a fazer exercícios físicos, pode sair com a roupa toda suja.
         Quanto mais um outro animal se assemelha ao humano, em termos de atitude, mais desperta o seu interesse em mantê-lo em cativeiro. Noutro dia vi um furão preso numa trela a "passear" no parque, doidinho para fugir para o mato a sua volta. Ninguém o deixaria fugir, pois, talvez tenha custado caro e eles o amam. Por isso o livram dos predadores e lhe servem alimento industrializado. Há alguns anos, observava alguns elefantes , presos no fundo de um circo. Eles executavam uma coreografia repetitiva, como que para contornar a fadiga. Não gosto nem de lembrar. A minha vontade era de pular aquela cerca e libertá-los... aí, quando dá a louca e eles saem pisando em todos, a solução é abatê-los; eu diria assassiná-los, mas errar é humano.
 Mesmo um pássaro, uma iguana numa gaiola ou um peixinho num aquário, nada mais são do que prisioneiros usados para transmitirem boas sensações auditivas ou visuais ao humano. Isto se aplica também aos cães e gatos, mesmo que sejam criados com total mordomia. Mesmo sabendo que transmitem diversas doenças aos humanos, as pessoas insistem e conviver com esses animais. Partilham a sua cama, sua banheira e até mesmo pratos e talheres.  Vídeos nas redes sociais mostram cães a lamber o rosto, a boca de bebês e os  comentários são " que fofo, que lindo". Será que essas pessoas não lembram que os cães lavam seus ânus com a mesma língua que lambem a boca das criancinhas? Que as bactérias existentes no organismo desses animais são diferentes, das que nos parasitam e que isso pode causar doenças? Tudo bem, é a forma que eles têm de acariciar, entendo perfeitamente, mas...
Se ao invés de campanhas para adoção de cães e gatos abandonados, se ao invés de sacrificar animais, as instituições fizessem um treinamento para resgatar nesses animais, os seus instintos naturais de caça, para que pudessem sobreviver em seu ambiente natural? Eles deixariam de ser um problema e teriam as suas situações resolvidas. Melhor do que matá-los, em algumas circunstâncias, seria.
          Aí tem gente que irá dizer: "ah, mas eles são animais domésticos!". Domésticos não; domesticados.

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